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Previsões Forex (08 a 13/02): AUD/JPY em Alta Recorde, Ouro em Consolidação e Dólar sob Pressão
Resumo:O mercado financeiro global entra na semana de 09 a 13 de fevereiro de 2026 em um momento de transição e definição de tendências. Enquanto pares de moedas como o AUD/JPY atingem máximas históricas, impulsionados por políticas monetárias divergentes, ativos como o ouro (XAU/USD) buscam consolidação após uma correção violenta.

Data: 08 de Fevereiro de 2026
O mercado financeiro global entra na semana de 09 a 13 de fevereiro de 2026 em um momento de transição e definição de tendências. Enquanto pares de moedas como o AUD/JPY atingem máximas históricas, impulsionados por políticas monetárias divergentes, ativos como o ouro (XAU/USD) buscam consolidação após uma correção violenta. A semana será dominada por uma série de dados econômicos de alto impacto dos Estados Unidos, com destaque para o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) americano, que tem o potencial de redefinir as expectativas sobre a trajetória do Federal Reserve (Fed) e, consequentemente, do Dólar Americano (USD). Neste cenário de volatilidade seletiva, traders e investidores precisam navegar com atenção entre oportunidades claras em certos cruzamentos e riscos elevados em mercados que ainda buscam direção.
Panorama Fundamental: RBA Hawkish, BoE Dovish e a Força da Economia Americana
A análise do sentimento de mercado revela forças desequilibradas atuando nas principais moedas. Na semana passada, o dólar australiano (AUD) se destacou como a moeda mais forte entre as majors, um movimento diretamente atribuível à decisão do Reserve Bank of Australia (RBA) de elevar sua taxa de juros em 0.25%. Esta postura hawkish (restritiva), mesmo com a economia global mostrando sinais mistos, atraiu fluxos de capital e sustentou a moeda. Em contraste, o Banco da Inglaterra (BoE), embora tenha mantido as taxas, apresentou um leve viés dovish (acomodatício) com um número maior de abstenções na votação, aumentando as apostas de um corte de juros no curto prazo e pressionando a libra esterlina (GBP).
Do outro lado do Atlântico, os dados econômicos dos EUA pintaram um quadro de resiliência contínua. O ISM Manufacturing PMI superou expectativas de forma considerável, e o Sentimento do Consumidor da Universidade de Michigan também foi mais forte que o previsto. Este cenário mantém as expectativas de cortes de juros pelo Fed em patamares baixos, sustentando o dólar. No entanto, há nuances: o índice de Expectativas de Inflação da Universidade de Michigan caiu de 4.0% para 3.5%, um sinal potencialmente positivo para o banco central. A semana que começa, com seu foco total nos dados de inflação (CPI), salários e vendas no varejo americanos, será crucial para confirmar ou refutar essa narrativa de força econômica.
AUD/JPY: A Tempestade Perfeita de Fortaleza e Fraqueza Monetária
O cruzamento AUD/JPY é, sem dúvida, o ator principal do mercado Forex nesta semana. O par não apenas subiu com força, mas fechou a semana praticamente no topo de sua faixa de negociação, registrando uma nova máxima em mais de 30 anos. Este movimento é a personificação de uma dinâmica monetária ideal para um carry trade: de um lado, o AUD forte, respaldado por um banco central em modo de aperto; do outro, o JPY fraco, afundado por níveis de dívida pública japonesa estratosféricos e por uma política monetária do Banco do Japão (BoJ) que permanece ultra-flexível, mesmo com a nova administração do Partido Liberal Democrata (PLD).
A análise técnica de Adam Lemon aponta que, apesar deste cenário extremamente bullish, um movimento semanal excessivo como esse é frequentemente seguido por um recuo técnico por alguns dias. Portanto, uma correção na semana atual não seria surpreendente. Esta perspectiva cria uma oportunidade interessante: swing traders podem buscar posições de compra em eventuais dips, aproveitando a tendência de longo prazo, enquanto day traders podem encontrar setups de venda para capitalizar um possível alívio técnico. O nível a ser observado é como o par se comporta diante dos dados globais, especialmente antes da liberação do CPI americano na quarta-feira, que pode desviar a atenção e o fluxo de capital de todos os mercados.
Ouro (XAU/USD): A Batalha pela Consolidação Acima e Abaixo de US$ 5.000
O mercado do ouro encontra-se em um período crítico de consolidação após o terremoto de final de janeiro, quando o metal despencou de seu pico recorde próximo a US$ 5.600 para tocar US$ 4.400. Aplicando um estudo de retração de Fibonacci, fica evidente que o nível de 50% desse movimento coincide perfeitamente com a importante barreira psicológica de US$ 5.000. Este nível tem atuado como uma resistência firme, rejeitando repetidas tentativas de alta.
A análise de preço sugere que devemos esperar um período de consolidação lateral com volatilidade gradualmente decrescente, semelhante a um diapasão que vai perdendo a vibração. Neste contexto, a estratégia sugerida para a semana é de trades de venda (short) a partir de rejeições do nível de US$ 5.000, operados de forma habilidosa e com horizonte de curto prazo em timeframes menores. Esta abordagem tenta capitalizar os movimentos dentro de um range definido. No entanto, é crucial estabelecer um ponto de invalidação claro: um fechamento sustentado e convincente acima de US$ 5.000 mudaria o quadro técnico, sinalizando uma retomada da força compradora e invalidando a tese de venda por consolidação. Traders devem monitorar também a prata (XAG/USD), que tipicamente apresenta volatilidade ainda maior.
Dólar Americano: Um Índice em Busca de Direção Entre Dados Conflitantes
O Índice Dólar (DXY), que mede a força do USD contra uma cesta de moedas, apresenta um quadro técnico conflitante. Na semana passada, formou um candle semanal bullish (de alta), mas com um pavio superior significativo, indicando indecisão e venda em níveis mais altos. Embora isso seja levemente positivo no curto prazo, o índice ainda opera abaixo de seus níveis de 13 e 26 semanas atrás, mantendo uma tendência de baixa de mais longo prazo intacta.
Esta ambiguidade reflete a dúvida do mercado: a economia americana é forte o suficiente para manter o dólar firme, ou os sinais de controle da inflação e eventuais pontos fracos nos dados futuros vão reacender as expectativas de corte de juros e pressionar a moeda para baixo? A resposta começará a ser dada com a enxurrada de dados desta semana. Por esse motivo, a análise sugere que as melhores oportunidades de mercado podem não estar dependentes do dólar no momento, favorecendo cruzamentos como o AUD/JPY ou movimentos específicos em commodities. O trader deve estar preparado para uma volatilidade elevada no DXY, especialmente na quarta-feira, no momento da divulgação do CPI.
Outros Ativos em Destaque: Dow Jones Resiliente, Bitcoin em Território Perigoso
Fora do mercado de câmbio, outros ativos merecem atenção. O Dow Jones Industrial Average rompeu a barreira psicológica de 50.000 pontos e fechou em uma nova máxima histórica. Este desempenho robusto do índice, que representa a “velha economia”, contrasta com a atuação “confusa e volátil” de índices mais focados em tecnologia, como o S&P 500 e o NASDAQ 100. Isso sugere que a força pode estar rotacionando para setores mais tradicionais. Uma abordagem cautelosa de compra com stop-loss móvel (trailing stop) é considerada, dada a histórica resiliência da economia americana, mas com tamanho de posição reduzido devido ao ambiente de instabilidade nos tech stocks.
Em um extremo oposto, o Bitcoin (BTC/USD) continua sua trajetória de queda preocupante, tendo atingido uma nova mínima em 16 meses. O ativo rompeu suportes de longo prazo e o cenário para o setor de criptomoedas é francamente baixista. A análise técnica aponta um nível de suporte crítico em aproximadamente US$ 68.500. A consolidação acima deste nível pode significar uma pausa na queda, enquanto um rompimento definitivo para baixo pode abrir caminho para uma queda em direção à região de US$ 50.000. A narrativa de “ouro digital” sofre um duro golpe frente à performance real do metal físico, levantando questões profundas sobre a utilidade e valor intrínseco do BTC no momento atual.
Conclusão: Navegando em uma Semana de Definição com Estratégias Diferenciais
A semana de 09 a 13 de fevereiro se configura como um período de alto impacto e potencial definição de tendências. Os traders devem adotar estratégias diferenciadas para cada ativo:
- Para o AUD/JPY, a tendência é claramente de alta, mas a entrada deve ser planejada, preferencialmente em eventuais recuos (dips), devido à extensão do movimento recente.
- Para o ouro, a abordagem é de trading range-bound, vendendo próximo a US$ 5.000 com stops acima, até que um rompimento decisivo mude o jogo.
- Para o dólar americano, a recomendação é de cautela extrema e foco nos dados, especialmente o CPI, evitando posições direcionais de grande porte até que o mercado digira as novas informações.
- Para índices acionários, a força do Dow Jones oferece uma oportunidade seletiva, enquanto a fraqueza do Bitcoin serve mais como um alerta de risco do que como uma oportunidade.
Em resumo, esta é uma semana para foco, disciplina e gestão rigorosa de risco. A volatilidade estará presente, mas será desigual. O sucesso dependerá da capacidade de identificar onde a tendência é clara (AUD/JPY), onde o mercado está em consolidação (ouro) e onde é melhor aguardar confirmação (dólar). As informações fundamentais que surgirem dos dados americanos serão o vento que inclinará as velas de todos os mercados nos próximos dias.

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