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Ouro Hoje (03/02): Previsão de US$ 6.300, Volatilidade e Demanda dos Bancos Centrais
Resumo:Nesta terça-feira, 03 de fevereiro de 2026, o mercado do ouro vive um momento de alta volatilidade e definição de rumos. Após uma queda vertiginosa de mais de 20% a partir do pico histórico de US$ 5.608, o XAU/USD (ouro spot em dólar) mostra sinais de recuperação, negociando próximo a US$ 4.850. Este movimento brusco foi desencadeado pela nomeação de Kevin Warsh, conhecido por sua postura hawkish, para comandar o Federal Reserve (Fed) dos EUA, aliada a ajustes técnicos como o aumento dos requisitos de margem. No Brasil, o reflexo imediato é sentido no preço da grama do ouro, que segundo os dados iniciais do relatório, supera R$ 780,71, demonstrando a correlação direta entre as cotações internacionais e o mercado doméstico.

Publicado em 03/02/2026
Introdução: O Cenário Volátil do Ouro em Fevereiro de 2026
Nesta terça-feira, 03 de fevereiro de 2026, o mercado do ouro vive um momento de alta volatilidade e definição de rumos. Após uma queda vertiginosa de mais de 20% a partir do pico histórico de US$ 5.608, o XAU/USD (ouro spot em dólar) mostra sinais de recuperação, negociando próximo a US$ 4.850. Este movimento brusco foi desencadeado pela nomeação de Kevin Warsh, conhecido por sua postura hawkish, para comandar o Federal Reserve (Fed) dos EUA, aliada a ajustes técnicos como o aumento dos requisitos de margem. No Brasil, o reflexo imediato é sentido no preço da grama do ouro, que segundo os dados iniciais do relatório, supera R$ 780,71, demonstrando a correlação direta entre as cotações internacionais e o mercado doméstico.
O Impacto da Nomeação de Kevin Warsh para o Federal Reserve
A escolha de Kevin Warsh pelo governo dos EUA para presidir o Fed representou um terremoto nos mercados. Sua reputação como um combatente rigoroso da inflação levou os investidores a precificar um cenário de taxas de juros altas por mais tempo. Em um ambiente de juros elevados, o ouro, que não paga rendimento, perde atratividade frente a ativos de renda fixa. Esse repricing inicial foi o gatilho para a liquidação massiva de posições, intensificada pela força do dólar americano. Contudo, analistas começam a enxergar essa reação exagerada como um ajuste necessário, uma correção saudável dentro de uma tendência de alta maior, especialmente porque os fundamentos de longo prazo para o metal não se alteraram.
A Âncora dos Bancos Centrais: Demanda Estrutural e Previsão de 800 Toneladas
Enquanto os traders de curto prazo reagiam ao cenário de juros, uma força silenciosa e poderosa continuava atuando como suporte estrutural: os bancos centrais. Em uma estratégia clara de diversificação de reservas e redução da dependência do dólar, essas instituições têm sido compradores líquidos consistentes de ouro. A projeção do J.P. Morgan, destacada no documento, é um testemunho dessa tendência: uma estimativa de 800 toneladas de ouro serão adquiridas pelos bancos centrais apenas em 2026. Esse apoio institucional maciço cria um piso de preço sólido, absorvendo liquidez em momentos de venda generalizada e reforçando a tese do ouro como ativo de reserva de valor em um mundo multipolar. Essa demanda não é cíclica, mas estratégica, e serve como o principal pilar para as previsões otimistas do mercado.
Análise Técnica do XAU/USD: Suporte em Fibonacci e Resistência na Média Móvel
Do ponto de vista gráfico, o ouro passa por um teste técnico crucial após a violenta correção. No gráfico diário, o foco está no nível de Fibonacci de 61.8%, situado em US$ 4.782. Este importante retracement, que anteriormente atuava como resistência, está agora sendo testado como suporte potencial. Uma manutenção consistente acima desta área poderia sinalizar o fim da fase mais aguda da venda. Outro obstáculo imediato é a média exponencial de 50 dias (50-EMA), próxima a US$ 4.930. Um fechamento sustentado acima deste indicador seria necessário para neutralizar o viés de baixa de curto prazo. O Índice de Força Relativa (RSI), que atingiu níveis de sobrevenda, já mostra recuperação, movendo-se em direção ao nível 40, indicando que o momentum de venda extrema está se esgotando.
Previsões para 2026: Alvos de US$ 6.300 e o Caminho para a Recuperação
Apesar do susto de fevereiro, as previsões das principais instituições financeiras para o preço do ouro em 2026 permanecem extraordinariamente altas. O J.P. Morgan lidera o otimismo, elevando sua previsão para o fim do ano para US$ 6.300 por onça. O banco fundamenta sua projeção nos fluxos de investimento sustentados e no apetite inabalável dos bancos centrais. O Deutsche Bank, por sua vez, mantém um alvo sólido de US$ 6.000, enxergando a queda recente como uma oportunidade única de acumulação. O consenso entre os analistas é que os fundamentos do ouro continuam robustos, alimentados pela demanda por hedge geopolítico, tensões comerciais e a expectativa de que o próprio Fed acabará por executar cortes nas taxas de juros ainda neste ano, um ambiente tradicionalmente favorável para os metais preciosos.
Prata (XAG/USD) Amplifica Movimento com Salto de 5%
Enquanto o ouro se recupera, a prata (XAG/USD) demonstra sua conhecida volatilidade, registrando um salto expressivo de quase 5% na sessão, para US$ 83.18. Este movimento mais intenso se deve à natureza dupla da prata, que é tanto um ativo precioso quanto uma commodity industrial. A pausa na alta do dólar e eventuais sinais de melhora na economia global podem estar impulsionando o metal branco com mais força. Tecnicamente, contudo, seu panorama é mais delicado. Após um topo histórico perto de US$ 120, a prata quebrou sua linha de tendência de alta e agora busca estabilizar no suporte de Fibonacci de 23.6%, em US$ 83.2. A formação de pavios inferiores longos nesta região sugere que há compradores ativos defendendo o nível, mas a posição abaixo da média de 200 períodos mantém o viés cauteloso.
Estratégias de Trading: Ideias de Entrada para Ouro e Prata
Baseado nas análises técnicas e fundamentais apresentadas, surgem oportunidades de trading definidas. Para o ouro (XAU/USD), a estratégia sugerida é aguardar uma confirmação de força. A ideia é entrar em uma posição comprada (long) somente se o preço fechar acima do nível de resistência de US$ 4.825 no gráfico diário. O alvo inicial estaria em US$ 5.000, com um stop-loss de proteção posicionado abaixo de US$ 4.550 para gerenciar o risco de uma continuação da baixa. Para a prata (XAG/USD), a abordagem é focada em um rebote a partir do suporte atual. A operação consideraria uma compra acima de US$ 83, visando um retorno em direção a US$ 90. A ideia seria invalidada se o preço rompesse o suporte mais firme em US$ 71, sinalizando uma aceleração da tendência de baixa.
Conclusão: Ouro Mantém Tendência de Alta Apesar da Correção Temporária
O episódio de volatilidade de fevereiro de 2026 serve como um lembrete poderoso dos riscos inerentes aos mercados financeiros, mas não altera a trajetória fundamental do ouro. O “Warsh Shock” provocou uma correção técnica necessária, limpando o excesso de alavancagem e realinhando expectativas. No entanto, os pilares da alta de longo prazo – a demanda estratégica dos bancos centrais, a incerteza geopolítica persistente e o horizonte de política monetária mais flexível – permanecem firmes. Para o investidor brasileiro, o metal continua sendo uma cobertura valiosa contra a volatilidade do real e a instabilidade fiscal. Portanto, enquanto o caminho até os US$ 6.300 pode ser marcado por mais turbulência, a direção geral para o preço do ouro em 2026 aponta para cima, consolidando seu papel como um componente essencial em qualquer portfólio diversificado e resiliente.

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